segunda-feira, setembro 19, 2005


Fortaleza, segurança, estabilidade ...


2 comentários:

Anónimo disse...

Mas o que é isto?????São todos filhos da mesma mãe??

Anónimo disse...

Os opostos.
Um dos problemas quando discutimos amor e ódio é a nossa tendência para raciocinar em termos de conceitos opostos e mutuamente exclusivos - o ódio opor-se-ia ao amor e os dois sentimentos não coexistiriam. Pelo contrário, um anunciaria o fim do outro. Nas nossas vidas... - observamos que as coisas são mais complicadas. Desde logo, porque somos bichos ambivalentes. Mas também sou muito céptico quanto à possibilidade de declarar morto o amor na cabeça de alguém que passou a odiar o outro. O mais das vezes, o fim do amor apenas é seguro quando deixamos de rezar para que a pessoa seja atropelada:); ou já não tememos encontrá-la com um braço que não o nosso por cima dos ombros. A pacificação está na indiferença, não no ódio, que continua a ser uma forma de dependência. Em raciocínio dicotómico, poderíamos dizer que nesses casos o oposto do amor não seria o ódio, mas uma espécie de "amnésia afectiva".