Olá! Tudo bem?
O fim-de-semana foi preguiçoso, quanto à escrita, e o início desta semana passou numa 'lufa-lufa' de momentos que nem dei pelo último vagão!
Foi graças a uns excertos e fotos que consegui actualizar este espaço, uff! E há que acreditar, e já como resposta a alguém, tudo o que aqui está é verdadeiro e tem significado, pelo menos para quem o expõe!
Já hoje...
... Sozinha, com o jornal do dia, o café e os restos de um almoço à americana na mesa, escrevo... escrevo sobre tudo e sobre nada!
As pessoas entram e saem a um ritmo alucinante que me faz acreditar que o ser humano, invejando a anatomia bovina, adquiriu para si os três estômagos de uma vaca comum só para nao perder nem mais um minuto da sua vida... não com coisas tão fúteis como a alimentação!!! Sendo assim, entram, engolem o 'fast-lunch' e partem... tudo isto sem desviar o olhar do objectivo da sua visita (a comida, claro!), sem sorrir, sem parar e sem sequer cumprimentar - que acto tão civilizado este!
Realmente, o curriqueiro cumprimento, a que estamos tão acostumados, já de nada vale. As frases proferidas são repetidas ao expoente do cansaço e o conteúdo, também repetitivo como uma batida cardíaca, é vazio!!
Qual é o admirável ser que, pelo menos uma vez durante o seu dia, não ouve o tão conhecido/cansativo: "Olá! Tudo bem?"? E não lhe dá como resposta o típico "'Tá tudo e contigo?" Quem? Então... mas o que acontece se eu gritar como resposta, numa destas ocasiões, com um redondo "NÃO! Não está nada bem!"? Vou tentar adivinhar a conclusão desta história prevendo que o interlocutor simplesmente acene com a cabeça (um encolher de ombros também é provável) e vá embora... como todos os outros!
Se não querem, realmente, saber porque perguntam? Para quê o 'acto civilizado'? Para quê o pseudo-sorriso falso? Não compreendo... mas também há muita coisa que não compreendo!
Bem, este discurso está gasto e, entretanto, a sala encheu de gente cheia de pressa, e eu... ainda sozinha!
Sozinha e à espera que o tempo passe para que, como disse um qualquer pedagogo do qual não me recordo o nome, possa dar o 'meu contributo à sociedade' formando a base da estrutura hierárquica da mesma: as crianças! As únicas nas quais deposito confiança e esperança... neste momento!!
Um "palhaço" qualquer canta na televisão e, o que ainda me retem neste local é o símbolo MUTE no canto inferior direito do ecrã!
E assim chega a hora de colocar um MUTE no meu dia e aproveitar o silêncio para ... sonhar!


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